Gabriella ficou pensando naquele telefonema por horas, ficou ouvindo em sua cabeça por horas a voz dele no telefone.
Será que ele está namorando? Ou talvez casado? Se tivesse, porque convidaria para um cinema? Será que levaria sua namorada ou esposa junto?
Era muitas perguntas que ela se fazia. Depois daquele dia, ela ficou colada no telefone esperando mais uma ligação. Ele tocava ela ia direto atender, correra tanto para atender, que certo dia, quebrou um vaso que estava na família muitas gerações.
Mais certo dia, quando ela tinha acabado de perder a esperança, o telefone toca. Desanimada e disposta a não quebrar mais nada, ela foi ao telefone, e quando ouviu aquela voz, começou aquelas coisas estranhas, coração disparado, suor frio, mãos trêmulas, quase não conseguia segurar o telefone, muito menos falar, ela gaguejava:
-A-A-A-A-A-A-A-LÔ-O-O?
E ele respondeu:
-Oi, Gabi? Sou eu, liguei para marcarmos aquela saida, talvez um cinema, o que acha?
Ainda não acreditando que aquilo estava acontecendo, ela respondeu:
-Ah, sim, tudo bem? Vamos marcar para hoje? De noite? Está passando um filme ótimo sobre os antigos músicos, que marcaram a história da música, combina com nós dois, não acha?
Ele fala:
-Hahaha. Verdade, não é mesmo? Então ok, me passa seu endereço que eu te pego ás 19:00, ok?
Depois de dar o endereço, com o coração quase pulando, ela fala:
-Ótimo, combinado, Beijo.
E ele se despede.
Ela morrendo de amores, não conseguia acreditar que um amor de adolescência estava de volta e disposto a sair com ela, e ter um amizade verdadeira, talvez mais que uma amizade.